"O ADN torna-nos seres únicos"
INFORMAÇÃO TÉCNICA
O DNA torna-nos únicos. No ADN encontra -se toda a informação genética que nos faz ser como somos. Esta informação herdamo- la dos nossos pais biológicos.
As provas de parentesco modernas baseiam -se na análise deste material genético ou DNA.
Apenas uma parte deste DNA (DNA expres so ou codificante) corresponde a genes ou regiões que podem estar envolvidos na determinacão de características físicas e mentais, incluindo doenças. O resto são amplas regiões de DNA não codificante que podem utilizar-se para establecer relações de parentesco ou com fins identificativos.
No nosso laboratório extraímos o DNA das amostras que recebemos e, a partir dele, realizamos uma selecção de determinadas regiões que fazem parte desse DNA não codificante; tratam-se de uns marcadores genéticos denominados microsatélites ou STRs ("short tandem repeats") que consistem em repetições de tamanho pequeno de uma sequência de DNA. É possível diferenciar os individuos pelo número de repetições dessa sequência.
Estes marcadores genéticos são muito variáveis de um indivíduo para outro, muito "polimórficos" e são transmitidos sem alterações de uma geração para a seguinte.
Cada indivíduo apresenta dois valores (iguais ou diferentes) para cada um dos microsatélites ou STRs. Um valor procede da mãe e outro que é o seu pai. No estudo de paternidade, se de todos os marcadores estudados, um dos valores obtidos de cada marcador coincidir com um do suposto pai, o pode-se afirmar que é o seu pai biológico; mas pelo contrário, se vários valores obtidos não coincidem com nenhum dos do suposto pai, ficará excluída a sua paternidade.O mesmo iria acontecer no estudo de maternidade. Este processo se esquematiza no seguinte quadro:

Utilizamos nas nossas análises 15 STRs que foram validados a nível internacional e são utilizados por organismos de reconhecido prestígio, como o FBI, INTERPOL, Internacional Society of Forensic Group, etc., para discriminar indivíduos de maneira fiável e reprodutível.
Os resultados das análises são representados em termos de percentagem ou probabilidade de paternidade. Internacionalmente está aceite que se a probabilidade de paternidade é superior a 99,75% a paternidade biológica pode dar-se como provada.
A Biopaternidad dispõe da tecnologia necessária para assegurar com uma probabilidade do 99,99% uma relação de paternidade e a exclusão de uma suposta relação.
É possivel realizar outros estudos de parentesco diferentes do da paternidade ou maternidade a partir da análise do material genético. Podem analisar -se por exemplo, relações entre supostos irmãos, entre um tio e um suposto sobrinho ou entre um avô e um suposto neto.
O estudo baseia-se na análise do DNA de cada um dos participantes e em concreto na análise dos marcadores genéticos anteriormente descritos. Os indivíduos aparentados compartilham uma fracção de seu material genético. Quando o parentesco é longínquo, diminui a fracção de DNA compartilhado assim como a capacidade do teste para comprovar a relação. Nestes casos, aumenta-se a quantidade de informação analisando outros parentes ou se for possível, analisando o DNA mitocondrial ou o cromossoma Y.
Para estabelecer a melhor estratégia da análise é necessário conhecer o tipo de parentesco a provar e dispor de familiares próximos que possam participar na análise. Estudaremos cada caso em particular para o informar -lhe das possibilidades de análise.
Para a realização das provas de paternidade e parentesco utilizamos os últimos avanços técnicos em biologia molecular: análise por PCR ( Reacção de Polimerase em cadeia ) e detecção fluorescente em sequenciadores automáticos.
Estas técnicas são as mesmas que empregamos na análise forense e na obtenção da impressão genética de um indivíduo.
